Vivifica-me!

Eu quero a Palavra que não gostei!
Bateu à minha porta
Eu disse vá embora...
não me importei. Eu refutei.

Quero a Palavra que já ouvi, mas me justifiquei.
Era verdade, eu sabia. Verdade "nua e crua"!
Eu reputei ser de homem... veja só, era TUA!
Aquelas que de soberbo eu desprezei.

Quero a Palavra que muda meu nome
Não me orgulho de me chamar "Orgulho", visto que essa pedra é um grande entulho
Que me impede de crescer como homem.

Não quero a palavra que me diz "vim, vi e venci"
que dão "tapas nas costas", "massageiam o ego",
não trazem luz ao meu estado pobre e cego
e que mesmo nu, não me enxergo... _ PRECISO de TI!
 

Quero realmente a Palavra que me desfaça.
Aquela que minha carne não se sujeita, nem endossa,
mas meu espírito por tua força se apossa
por saber que é fruto da Tua graça.

Hoje eu quero trocar os elogios pela Tua correção
Se eu não tiver os Teus confrontos,
vou me perder em aplausos e encantos,
achando ter tudo e tudo apenas mera pública-cotidiana encenação.

Quero a Palavra de pessoas que pensaram em me dizer e não puderam.
Palavra Tua, Palavra de Vida.
Palavra eterna que me sara, mesmo que me fira.

Não quero palavras lisonjeiras destruidoras vorazes que putrificam.

Não quero encobrir o rosto para esconder o que se desvanece,
acreditando no "dia da face oculta"... acintosa cara de serpente!
vivendo a vida de um "crente" em qualquer coisa, quase gente...
sem novidade de vida e que não muito já perece.

Antes que o "cronos" termine,
e teu Kairós eu não viva,

Por favor: Vivifica-me!

 

*Escrito por Charles Chai em 2002, Belo Horizonte.

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